domingo, 26 de maio de 2013

O Amor

Há algum tempo, eu pensava como seria a vida futuramente, mas é difícil conseguirmos saber exatamente como as coisas serão.

Mas o tempo, é sempre o fator decisivo para qualquer coisa.

Quando mais novos, achamos que sabemos o que é o amor, mas amor não é gostar de uma pessoa quando tudo está bom e quando tudo está bem.

Amar é continuar gostando de alguém sob qualquer circunstâncias e conseguir superar e melhorar a cada dia.



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Par Perfeito



 És tu o mais belo.
Castelo de sonhos.
Incertezas da natureza.
O que quero e disponho
Vós sabeis o que tendes
Aprendes com palavras
Entravas ociosas
Liberadas por trovas
De um alcaide na alcova
Que Alexia mova o aldeão
Até o Alexandrismo
Eis a participação de um ilusionismo
Faz-se além do que se tem
Afamado vão psicodélico
Estapafúrdio, elaborado e numérico.
Contíguo continua a contestar
Extravagando a lei de o insuperável manusear
Deliberado contencioso ponderar
Par perfeito para maestrar

sábado, 24 de março de 2012

Valores Sociais

Os valores sociais estão totalmente invertidos atualmente. As pessoas de maneira geral buscam sempre o individualismo, como saída para toda e qualquer ação, ou pensamento.

Caso, ainda não tenha notado, tente prestar atenção por um momento e veja, o que está passando nesta faixa que divide mais uma época, moderna e amplamente desenvolvida tecnologicamente, mas novamente pobre de cultura.

Mas há de se observar que, é sim, muito pobre, mas os conceitos são tão relativos quanto a redundância cotidiana de não se perceber. Pois, escondido em alguns "mini-grupos", existem muitas pessoas que notam estes fatos, que estão atentas à tudo isso e que não desejam compartilhar de certos paradigmas sociais.

Há um controle imposto e desmedido, como o da moda, o da mídia, o das atitudes coletivas, tudo sempre pensando em si mesmo. Parece que criamos uma nova realidade, onde o tempo é nosso inimigo e dentro deste limite que imaginamos estar sempre contra nós, buscam todos os "EU" acima de tudo.

Padrão de vida, de atitude, de personalidade, cada um quer ser mais diferente e melhor que o outro, mas sempre sendo demasiadamente igual. É o preço a pagar, por um mundo cada vez "melhor", ficou tão "melhor" e misturado que "ser eclético" em tudo virou um termo bonito e admirado.

É uma decadência cultural, principalmente musical, econômica e também social, pois já é uma estrada sem volta. As pessoas se quer entendem, ou querem entender umas às outras, ou qualquer coisa, apenas estão preocupadas em se dar bem, se não todo o tempo, pelo menos naquele instante e isso tem fugido dos limites.

Isso tudo acontece, vivendo em grupo, ou seja, no momento que mais deveríamos pensar no bem de todos e comum, trabalhando um pelo outro e ajudando à todos em todos os aspectos.

Mas não há mais jeito, o colapso já está instituído e estamos à beira do caos, então se quiser fazer algo para fugir disso e estar à margem do todo, será bem difícil, é como se fosse em um tratamento compulsivo, contra algum tipo de droga absoluta.

Quem consegue burlar este sistema, entendê-lo e ficar de fora dele, ou ainda, pelo menos tentar fazer isso, paga um alto preço, principalmente no sentido de que para querer viver o coletivo sozinho, terá de ignorar os individualistas, que são a maioria em cerceio de conceitos inconsientes.

domingo, 19 de junho de 2011

Um momento

 Já não sei mais o que quero e quase que nem sei quem eu sou.
O distante é tenro, mas não eterno...
E já não consigo mais me encontrar em cada passo que eu dou.
Olho-me no espelho, mas não consigo me enxergar.
Estou tão diferente que chego até a duvidar, de toda e qualquer coisa.
Sinto falta do distante, do que era tão bom quando sonho, mas quando quase em prática é ilusão.
Não só meus planos, sonhos e desejos, mas até quase minha vida.
Nem a nostalgia me convence mais de que se o futuro não pode ser perfeito, talvez o passado tenha sido bom.
Dúvidas existenciais de alguém que quase não existe por fazer as mesmas coisas sem poder ter nas mãos o poder de transformar tudo em coisa boa como um dia fez...
E sou criticado por minha subjetividade, criatividade, sinceridade, intuição.
Um ser semi-empírico, com uma diferenciada visão.
E essa lógica matemática me incomoda tanto, quase quanto a raiz quadrada da injustiça universal.
Desse receio de errar ou ser incorreto, incoeso, se errar é a melhor forma de entender o verdadeiro acerto.
Não há como entender muito sobre nada, então melhor não tentar e só apreciar o descontentamento paradoxal e redundante da vida.

                                                                                                                               Fábio Fleck